O salão era enorme.
"Ele" pediu que todos se retirassem, e o silêncio era incomodo; sem querer chamar atenção, apesar da minha óbvia presença, já que a sala parecia um cemitério, comecei a olhar tudo a minha volta; o piso era todo em um mármore negro, com estrias vermelhas; a ausência de portas chamou minha atenção, mas os portais eram largos, pintados de um dourado brilhante indiscritível; o teto alto, as velas negras e brancas queimando nos lustres de cristais, com suas ceras se fundindo; elas retratavam o mundo no qual eu estava: a pureza dos anjos que fora totalmente roubada pela escuridão; eu não comi nada durante horas, e não querendo olhar nos olhos frios do diabo, me contentei em olhar as velas; no final de uma hora e meia, o fundo dos lustres que as suportavam estavam completamente cinzentos.
-Chega de silêncio. Você deve estar querendo saber porque está aqui.
Eu não respondi.
-A sua definição de falar está meio deturpada, menina; está muito deturpada... Bateu com a cabeça dia 11?
Eu decidi que não iria mais ter medo dele
-Por que eu estou aqui?
-Tente imaginar; há uma infinidade de pecado: inveja, cobiça, luxúria... apenas escolha um.
-Então é o Rei dos Pecadores que vai julgar meus pecados? Sequestro, Rapto, Terrorismo... Escolha o seu.-eu disse
-Eu só quero ajudar; na verdade, a ajuda será iminente, eu quero descobrir o que houve com você naquele dia...
-Para O SENHOR, não me chame de você. É coloquial demais.
-Para VOCÊ, eu sou você também. Que fique bem claro o século no qual estamos.
Silêncio
-Vamos falar da sua alma, está bem? Ela era tão bonita, tão pura, tão normal... E era tudo tão perfeito... Mas você iria morrer, não é? E a perfeição da sua vida iria embora... Mas você não estava pronta para ir; e achou que fazendo o que fez, nada iria mudar... Mas imagine o que nós, aqui no inferno, pensamos quando chegou uma alma sem capa, e um corpo para nós, completamente vazio? Não se decompõe porque está no inferno, assim como nada aqui envelhece; quer que eu te mostre o que você fez a ela? Porque ela iria viver, e você estava fadada a Morte!
-Eu não faço ideia do que você está falando.
-Não? 11 de Setembro de 2001; você tinha apenas 12 anos, e foi visitar sua mãe no trabalho. E de repente, todos começam a gritar, e o cheiro de fumaça começa, você está no último andar, e começa a sufocar... E depois, alguém vem te salvar, e não era a sua mãe; sua mãe te deixou para trás; mas você já estava com a alma aqui, rebelde e ansiosa para voltar para a sua tranquila vida...
-Você pode me explicar do que está falando?
-O que eu quero saber, Samantha, é como você, mundana, conseguiu roubar uma alma
---
BJS caramelados,
Patty
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A História da Minha Morte- parte III
domingo, 8 de janeiro de 2012 Marcadores: A História da Minha MorteA História da Minha Morte- parte III » Permalink
Postado por Giulia Lassay | domingo, 8 de janeiro de 2012 0 comentários
Postado por Giulia Lassay | domingo, 8 de janeiro de 2012 0 comentários
A História da Minha Morte- parte II
terça-feira, 27 de dezembro de 2011 Marcadores: A História da Minha Morte
O dia amanheceu; ao contrário do que eu estava acostumada, não ouvia o tranquilo cantar dos pássaros, e sim uma senhora, toda vestida de vermelho escuro abrir as cortinas do quarto. Lá fora, tudo parecia meio cinza, meio desconcertante, então eu senti mais falta do cantar dos pássaros; apenas para justificar a constante ironia dos fatos, a mulher se virou; era a rameira do diabo. Ela sorriu para mim, e apesar de não gostar muito dela, sorri de volta. Senti que iria precisar de uma amiga no inferno, mesmo que fosse a prostituta do diabo.
Ela se sentou ao é da cama, e me disse:
-Você deve ser bem importante. Por que esta disfarçada de Humana? Sabe, aqui é o inferno, não precisamos usar disfarces como no mundo lá fora
-Você não é humana?
-Você é?
Ficamos alguns segundos apenas trocando olhares, perplexas.
-Eu sou um anjo caído, assim como Lucifer. Nossa, você realmente deve muito importante; humana, viva, no inferno, e não é escrava.
-Escrava?
-Bem, os humanos que cometeram pecados em suas vidas, depois de terem seus corações pesados, vem para o inferno- ela explicou- assim, Lucifer os escraviza. Ele pretende um dia dominar o mundo.
Eu não pude deixar de pensar "O Pink e o Cérebro; o Cérebro e o Pink..."
-Na verdade, eu não fiz nada- disse
-Bem, não importa; Parece que ele quer te ver rapidamente, por que está esperando por você no salão, para tomar café da manhã. Ele não sabe o que humanos comem, e considerando o horário, achei melhor fazer algo não tão pesado quanto um almoço, mas mais substancial que um café da manhã: pássaros.
Assim, ela se levantou e foi até o imenso guarda roupa; eu fique assustada por não perceber a mobília ontem: era tudo de camurça verde escura, até mesmo a roupa de cama, com detalhes minimalistas em dourado. Era perfeito demais. Era uma obra divina.
Ela retirou um vestido parecido com o seu, no que se dizia a parecer um vestido das rainhas Tudor; parecia que o inferno tinha parado no tempo, no que se refiria às roupas; porém o meu modelo, não e verlho: era todo azul, em cetim, com o que pareciam ser desenhos indianos, em um tecido camurça verde-água.
Ela ajudou a me vestir; assim como nos filmes antigos, temos as roupas de baixo, medievais; as combinações, meia dúzia de náguas, um vestido por cima... Então, eu dei falta de minhas roupas:
-O que houve com minhas roupas?
-Lucifer ordenou que fossem queimadas. Você usa calças?
O silêncio foi pertubador. Era algo entre o mais completo nada e o som o universo.
Então, lá estava eu, no mais longo corredor que eu já vira: tinha um cheiro de laranja, bem diferente do que eu esperaria. Era estreito e longo, o chão de madeira escura, com um tapete cinza escuro, e as paredes, de camurça amarela. Eu me virei e vi minha nova amiga:
-Você não me disse o seu nome- ela concluiu
-Samantha, e o seu?
-Eu sempre me pergunto isso. Quando um anjo cái, ele perde seu nome, e pode inventar um novo. Mas sou chamada apenas por "psiu" ou "venha aqui"... Nunca precisei de um. Acredite, tanto aqui quanto no mundo, nenhuma prostituta é valorizada.- Ela terminou, dando de ombros.
Então, lá estava eu, indo me encontrar com Satã
---
BJS caramelados,
Patty
Ela se sentou ao é da cama, e me disse:
-Você deve ser bem importante. Por que esta disfarçada de Humana? Sabe, aqui é o inferno, não precisamos usar disfarces como no mundo lá fora
-Você não é humana?
-Você é?
Ficamos alguns segundos apenas trocando olhares, perplexas.
-Eu sou um anjo caído, assim como Lucifer. Nossa, você realmente deve muito importante; humana, viva, no inferno, e não é escrava.
-Escrava?
-Bem, os humanos que cometeram pecados em suas vidas, depois de terem seus corações pesados, vem para o inferno- ela explicou- assim, Lucifer os escraviza. Ele pretende um dia dominar o mundo.
Eu não pude deixar de pensar "O Pink e o Cérebro; o Cérebro e o Pink..."
-Na verdade, eu não fiz nada- disse
-Bem, não importa; Parece que ele quer te ver rapidamente, por que está esperando por você no salão, para tomar café da manhã. Ele não sabe o que humanos comem, e considerando o horário, achei melhor fazer algo não tão pesado quanto um almoço, mas mais substancial que um café da manhã: pássaros.
Assim, ela se levantou e foi até o imenso guarda roupa; eu fique assustada por não perceber a mobília ontem: era tudo de camurça verde escura, até mesmo a roupa de cama, com detalhes minimalistas em dourado. Era perfeito demais. Era uma obra divina.
Ela retirou um vestido parecido com o seu, no que se dizia a parecer um vestido das rainhas Tudor; parecia que o inferno tinha parado no tempo, no que se refiria às roupas; porém o meu modelo, não e verlho: era todo azul, em cetim, com o que pareciam ser desenhos indianos, em um tecido camurça verde-água.
Ela ajudou a me vestir; assim como nos filmes antigos, temos as roupas de baixo, medievais; as combinações, meia dúzia de náguas, um vestido por cima... Então, eu dei falta de minhas roupas:
-O que houve com minhas roupas?
-Lucifer ordenou que fossem queimadas. Você usa calças?
O silêncio foi pertubador. Era algo entre o mais completo nada e o som o universo.
Então, lá estava eu, no mais longo corredor que eu já vira: tinha um cheiro de laranja, bem diferente do que eu esperaria. Era estreito e longo, o chão de madeira escura, com um tapete cinza escuro, e as paredes, de camurça amarela. Eu me virei e vi minha nova amiga:
-Você não me disse o seu nome- ela concluiu
-Samantha, e o seu?
-Eu sempre me pergunto isso. Quando um anjo cái, ele perde seu nome, e pode inventar um novo. Mas sou chamada apenas por "psiu" ou "venha aqui"... Nunca precisei de um. Acredite, tanto aqui quanto no mundo, nenhuma prostituta é valorizada.- Ela terminou, dando de ombros.
Então, lá estava eu, indo me encontrar com Satã
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Postado por Giulia Lassay | terça-feira, 27 de dezembro de 2011 0 comentários
Postado por Giulia Lassay | terça-feira, 27 de dezembro de 2011 0 comentários
A História da Minha Morte: parte I
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Marcadores: A História da Minha Morte, Poemas
Eu estava só em casa
Pensando nos limites do infinito
Quando o demônio de labaredas nas asas
Ouviu meu estridente grito
Seus olhos eram negros
Ele dizia ter vindo me buscar
Mas eu continuava a teme-lo
E não queria sair do meu lar
Ele disse que não tinha escolha
Que eram ordens do diabo
Que ele me levaria a força
Pois era apenas um escravo
Passeamos pelo inferno
Que é bem moderno
O trânsito lá estava lento
Porém meu coração parecia vazio, deserto
Cheguei no meio de uma reunião
Com os financioadores da Cia do medo
Qualquer um que tenha razão
Saberá que é melhor guardar este segredo;
São eles que colocam no facebook
E-mail, orkut, tumblr e formspring
Aquelas correntes um tanto rudes
E do nosso medo riem.
Porém tudo foi interrompido
Eu logo me senti importante
Satã queria falar comigo
E não poderia esperar um instante
A sala cheirava a fogo
E tudo era escarlate
Eu ouvi o rojo
E acredite, esse barulho foi a pior parte
Ele estava em uma cadeira
Porém de costas para mim estava
Até que estrou uma moça que dizia ser sua rameira
E pude ver o quão deformada era sua cara
Ela trouxe uma bandeja
Cheia de carne humana
Me perguntou "O que deseja?"
E eu disse "Descobrir o motivo dessa situação tão estranha"
Ela saiu da sala
Ele se vira
E pergunta por que fiz aquilo
Me chama de ASSASSINA
E depois deu um suspiro
Eu, tremendo
Digo que não fiz nada
Por que desperdiçar seu tempo
E por isso, fui desafiada
Ele escostou a faca da bandeja
E eu gritava "Nada Fiz!"
Ele me disse que almeja
Matar quem desnhou sua cicatriz
Talvez por ver meu medo
Disse que amanhã iria me ver
Fui dormir cedo
E logo já era o amanhecer...
---
PRÓXIMO CAPÍTULO EM BREVE
BJS caramelados,
Patty
Pensando nos limites do infinito
Quando o demônio de labaredas nas asas
Ouviu meu estridente grito
Seus olhos eram negros
Ele dizia ter vindo me buscar
Mas eu continuava a teme-lo
E não queria sair do meu lar
Ele disse que não tinha escolha
Que eram ordens do diabo
Que ele me levaria a força
Pois era apenas um escravo
Passeamos pelo inferno
Que é bem moderno
O trânsito lá estava lento
Porém meu coração parecia vazio, deserto
Cheguei no meio de uma reunião
Com os financioadores da Cia do medo
Qualquer um que tenha razão
Saberá que é melhor guardar este segredo;
São eles que colocam no facebook
E-mail, orkut, tumblr e formspring
Aquelas correntes um tanto rudes
E do nosso medo riem.
Porém tudo foi interrompido
Eu logo me senti importante
Satã queria falar comigo
E não poderia esperar um instante
A sala cheirava a fogo
E tudo era escarlate
Eu ouvi o rojo
E acredite, esse barulho foi a pior parte
Ele estava em uma cadeira
Porém de costas para mim estava
Até que estrou uma moça que dizia ser sua rameira
E pude ver o quão deformada era sua cara
Ela trouxe uma bandeja
Cheia de carne humana
Me perguntou "O que deseja?"
E eu disse "Descobrir o motivo dessa situação tão estranha"
Ela saiu da sala
Ele se vira
E pergunta por que fiz aquilo
Me chama de ASSASSINA
E depois deu um suspiro
Eu, tremendo
Digo que não fiz nada
Por que desperdiçar seu tempo
E por isso, fui desafiada
Ele escostou a faca da bandeja
E eu gritava "Nada Fiz!"
Ele me disse que almeja
Matar quem desnhou sua cicatriz
Talvez por ver meu medo
Disse que amanhã iria me ver
Fui dormir cedo
E logo já era o amanhecer...
---
PRÓXIMO CAPÍTULO EM BREVE
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Postado por Giulia Lassay | quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 0 comentários
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